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Aluno que sofria bullying mata dois e fere quatro a tiros em escola de Goiânia

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Uma tragédia aconteceu na manhã de sexta-feira (20) no Colégio Goyases, na cidade de Goiânia (GO). Um adolescente de 14 anos que era aluno da instituição particular, efetuou vários disparos de arma de fogo. Duas crianças, uma de 12 e outra de 13 anos, foram mortas e outras cinco pessoas ficaram feridas após atentado.

Segundo testemunhos sofria bullying dos colegas. Esse infracional aconteceu no Dia Mundial de Combate ao Bullying.

Moradores próximos afirmam terem ficado sem sinal de telefonia celular e um pai de um aluno disse que o atirador não tinha um alvo específico ele simplesmente abriu fogo aleatoriamente. A polícia acredita nesta versão, porém o delegado titular da DEPAI (Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais) afirma não possuir detalhes de como o crime foi praticado.

Uma estudante afirmou que um aluno que teria levado um desodorante para o atirador. Ele teria sido o primeiro atingido pelos disparos. “Ele era bem estranho. Uma vez ele levou um livro satânico para a aula de literatura, tinha um grupinho de amigos, mas não parecia gostar de ninguém. Ele fedia muito, quase a sala toda falava para ele tomar banho. Ontem, um menino falou que ia trazer um desodorante para ele, e hoje me falaram que ele trouxe, e ele foi o primeiro a ser atingido”, afirmou.

Ele relatou em depoimento que tinha como alvo especificamente um dos dois jovens que morreram, que o “amolava muito”, sem especificar como era a perseguição. “[Ele matou] primeiro esse colega e, depois, segundo ele, teve vontade de matar mais. No momento da execução ele falou para todo mundo: ‘Vocês vão todos morrer'”, acrescentou o delegado.

O delegado disse à imprensa, entretanto, que o adolescente não relatou, em seu depoimento, já ter feito alguma reclamação à escola sobre ser vítima de bullying. Funcionários do colégio também afirmaram à polícia que não havia registro de bullying em relação ao jovem que cometeu o crime. O atirador contou também que já passou por acompanhamento psicológico, o que foi confirmado por seu pai, mas nenhum dos dois especificou do que se tratava e o que o motivou, segundo Gonzaga, da Depai (Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais).

Questionado se o adolescente esboçou algum sentimento de culpa, Gonzaga disse que ele não chegou a falar a palavra “desculpas”, mas, pela feição, aparentava estar arrependido “com certeza”.

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