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Caso Grande Vitória: Investigação contra PMs presos esbarra em ‘provas frágeis’

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No dia 29 de outubro de 2016, por volta de 3h da madrugada, três “jovens” foram abordados por uma viatura da 4ª CICOM, levadas ao quartel, já que um deles afirmou estar respondedndo por tráfico de drogas, e de acordo com a versão dos policiais militares foram liberados após a negativa da consulta de seus nomes no sistema usado pela Secretaria de Segurança Pública, conhecido como “SISP”.

Ocorre, que após este evento, familiares dos “jovens” afirmam que foram assassinados pelo policial Luiz Ramos, pois um dos desaparecidos era chefe do tráfico local e o responsável pela morte da líder comunitária.

De acordo com a Polícia Civil, o policial militar Luiz Ramos, teria motivos para cometer o suposto crime, por conta das ameaças de morte vindo do desaparecido Alex Júlio Roque de Melo ao próprio policial e a outos dois policiais militares, sendo um da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (ROCAM) e o outro da Força Nacional, que também atuavam no combate contra o tráfico de drogas na Comunidade Invasão Nova Vitória.

 

De acordo com os laudos e perícias, estas provas apresentadas não são suficientes para condenar os militares.

O Sr. Julio Cesar Roque de Lima apresentou na delegacia, no dia 03 de novembro de 2016, uma sacola plástica, com vestígios de sangue, afirmando que teria encontrado-a num balneário próximo ao ramal do Quixito. Inclusive, o mesmo assinou o auto de exibição, perante o Delegado Dr. Daniel Leão.

Contudo, quando a autoridade policial representou pela conversão da ordem de prisão temporária em preventiva, ela afirmou que os policiais teriam encontrado a referida sacola plástica:

No dia 13 de julho de 2017 o Sr. Julio Cesar Roque de Lima, que foi notificado pela justiça, para comparecer a audiência nos autos do processo em que apura o desaparecimento de seu filho, e não foi encontrado, foi até a Delegacia Geral de Polícia Civil e afirmou perante o Delegado Ivo Martins, que não é mais o titular da Delegacia de Homicídios e Sequestros dizendo que o saco plástico foi encontrado pelos policiais, contradizendo as provas existentes nos autos:

Isto faz crer que o saco plástico apresentado e que motiva a prisão dos 7 militares não é uma prova fidedigna.

Com relação a capsula apresentada pelo irmão do traficante desaparecido, Sr. Alex Sandro Roque de Melo, este apresentou a capsula na delegacia, dizendo que a mesma teria sido encontrada por amigos e familiares, no campo de futebol, próximo ao balneário do Quixito:

Contudo, nenhum dos amigos que foram ouvidos na justiça afirmaram ter visto a família encontrar todos estes objetos.

Inclusive, o pai do traficante desaparecido, Sr. Julio Cesar Roque de Lima , o mesmo que apresentou o plástico e depois disse que foi a polícia quem o encontrou, não fez qualquer referência a esta capsula, em seu depoimento.

E, nos laudos e perícias recentemente juntados os autos do processo que os militares estão respondendo, da arma do Tenente Luiz Ramos e de todos os outros militares que estão presos ficou comprovado que não houve disparo recente:

Um único par de sandálias que fora apresentado pelo irmão do traficante desaparecido, Sr. Alex Sandro Roque Martins, em 01 de novembro de 2016, este afirmou que o pai e amigos teriam encontrado as sandálias:

Entretanto, quando o par de sandálias foi submetido a perícia, esta concluiu que a cadeia de custódia não foi estabelecida:

Logo, a perícia afirma que não pode estabelecer a quem realmente pertencia o par de sandálias apresentado pela família do desaparecido Alex Julio Roque de Melo.

O DNA das viaturas 6047, 6048 e 6049 informa que não foi encontrado sangue das pessoas desaparecidas nos referidos veículos.

O DNA das viaturas 6048, 6049 afirma que não foi encontrado sangue do desparecido Alex Julio Roque de Melo:

Igualmente, na viatura 6047 e 6052:

O laudo da viatura 6047 atesta que a lama encontrada no veículo não é a mesma que existe no local onde afirmam que houve execução, desmentindo a versão dada ao caso:

O laudo complementar da polícia federal afirma ser impossível analisar as circunstâncias em que o disparo da única capsula apresentada foi realizado:

O laudo das câmeras da farmácia Farmavida atesta que a abordagem aconteceu às 03:00 e não às 04:00, como afirmou a autoridade policial:

Na opinião da advogada Martha Gonzalez, dos 7 militares presos, esta afirma que é de se estranhar a movimentação que a família dos desaparecidos faz, para querer incriminar os militares da 4ª. CICOM, que estavam combatendo o tráfico, prejudicando os negócios das famílias envolvidas, quando deveriam buscar provas contra os verdadeiros culpados, porque os laudos e perícias que só agora estão sendo anexados aos autos, falam por si só e comprovam a realidade dos fatos.

Além do que, a demora no julgamento está acontecendo porque a família dos desaparecidos foi intimada para depor e dizer sobre as provas apresentadas, mas não foi encontrada.

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