Conecte-se conosco

Manaus, AM,

BRASIL

Presos obrigam acusados de estupro a fazer sexo em cela e OAB repudia vídeo

Publicado

em

Dois homens que estão presos acusados da morte de um casal em Camaçari, na Bahia foram obrigados a fazerem sexo entre si. A cena foi gravada por outros presos e compartilhada em grupos do WhatsApp. As informações são do Correio da Bahia.

Juvenal Amaral Neto, de 57 anos e Kelly Cristina Amaral, de 44 anos foram encontrados enterrados no quintal de casa no último dia 8 e a investigação apurou que a mulher foi estuprada várias vezes.

Os dois homens e mais três adolescentes, um deles filho do casal, foram detidos um dia depois de o crime ser descoberto.

No vídeo os presos obrigam os dois homens a fazerem sexo oral um no outro e falar “eu sou estuprador”.

O vídeo chegou ao conhecimento da família dos presos que afirma que vai procurar a corregedoria da Polícia Civil. A delegada titular no local onde o crime ocorreu disse que não vai comentar o caso.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB/BA) repudiou o vídeo de dois homens sendo obrigados a fazer sexo entre eles na carceragem da 18ª Delegacia Territorial (DT/Camaçari). Por meio de nota, divulgada na última segunda-feira, 15/01, o órgão classificou o caso de tortura e criticou o sistema prisional do Estado.

“É inadmissível que, em uma unidade policial, os custodiados tenham acesso a aparelhos celulares, conexão à internet e tenham plena liberdade (mesmo enquanto presos) para aplicar penas próprias e ilegais a terceiros, visto que somente o Estado detém o poder legítimo de aplicação de pena, nos termos e limites da lei”, diz um trecho da nota.

As imagens que registram o abuso começaram a ser compartilhadas na última sexta-feira (12). A Polícia Civil confirmou que o estupro foi gravado dentro de uma cela. Os dois alvos de estupro são suspeitos de assassinar o casal Juvenal Amaral e Kelly Cristina Amaral. A mulher foi estuprada antes de morrer.

“A OAB-BA espera um posicionamento firme e efetivo da Secretaria de Segurança Pública baiana na fiscalização das unidades policiais sob a sua competência e na repressão das ilegalidades noticiadas, para que os cidadãos tenham a certeza de que o Estado está efetivamente no controle do poder a ele conferido, zelando pelo cumprimento da justiça e preservando os direitos de todos”, finaliza o informe da Ordem dos Advogados do Brasil.

Continue lendo
Propaganda

Veja também

TABOOLA