Connect with us

Manaus, AM,

BRASIL

Corpo de jovem é trocado no IML e enterrado por outra família

Publicado

em

A família do vigilante Laércio Soares de Brito Ezequiel, de 22 anos, teve que enfrentar dois traumas neste último final de semana: após o falecimento do jovem, após uma cirurgia, os parentes tiveram que cancelar o sepultamento já que o corpo de Láercio havia sido entregue à família errada. Com informações do portal Extra.

O caso ocorreu no Rio de Janeiro. Láercio Soares faleceu após uma cirurgia no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes de Saracuruna, na última sexta-feira (19). O sepultamento dele estava programado para ser realizado no sábado, no município de Duque de Caxias, mas teve que ser cancelado após o jovem ter sido reconhecido como outra pessoa e entregue à família errada.

“(O enterro) Estava marcado para 15h30. Mas deu 16h30 e o corpo não desceu para a capela. Minha filha foi perguntar o motivo e solicitaram minha presença. Aí falaram que tinha acontecido algo grave: havia outro corpo no necrotério e a irmã do cidadão reconheceu o meu filho como sendo ele”, conta o pai do vigilante, Laércio Gomes Ezequiel, de 63 anos.

“Então, mandaram o meu filho para a Taquara. E como o corpo desse outro morto estava em decomposição avançada (por conta da situação da morte), o caixão foi lacrado”, continuou Láercio Gomes.

Segundo informações do Departamento Geral de Polícia Técnico-Cientifico (DGPTC), “a família de Aluízio reconheceu equivocadamente o cadáver, pois o que foi enterrado pertencia à outra vítima, Laércio. Após o corpo ter sido levado pelos familiares, o servidor do IML de Caxias percebeu o erro e, de imediato, entrou em contato com a família informando o equívoco, pois o corpo de Aluízio continua no IML. O servidor informou também os familiares sobre o corpo de Laércio, que foi enterrado por engano. O próprio servidor foi à 59ªDP para registrar o fato, mas a família de Laércio já havia realizado o registro”.

Dor ampliada

Segundo o pai do vigilante, o corpo do filho não foi visto por ele em momento nenhum após a morte. O jovem sofreu um acidente de moto no último dia 10, em Caxias, quando se dirigia a um show no mesmo bairro. O pai contou que um carro atravessou a via e o atingiu, e que ele foi socorrido no Hospital de Saracuruna. O vigilante teria quebrado o fêmur e sido submetido a uma cirurgia no dia 17.

“Minha esposa foi lá no mesmo dia, eu fui no dia seguinte e ele estava bem. Na sexta-feira, dia 19, ligaram pedindo para comparecer ao hospital. Lógico que sabíamos que não era para dar uma notícia boa. Falaram que meu filho tinha falecido por embolia pulmonar e que o corpo já estava no necrotério. Me deram o telefone de lá para fazer a declaração de óbito e marquei para a manhã de sábado. Fiz a declaração, depois fomos à funerária e marcamos o enterro para a tarde do mesmo dia. Em nenhum momento eu vi o corpo dele”, disse o pai.

Segundo a Polícia Civil carioca, “as investigações estão em andamento na 59 DP (Duque de Caxias) para apurar os fatos. Os familiares envolvidos no caso já foram ouvidos na unidade policial. Nesta segunda-feira será ouvido o funcionário do IML de Caxias. Após colhida todas as provas, a autoridade policial representará ao juizado competente à exumação do cadáver”.

“A mãe dele está arrasada. Deita, acorda, dorme. Está a base de remédios”, contou o pai do jovem.

A Secretaria Estadual de Saúde informou que em casos de morte violenta, como foi a do Laércio, o procedimento de enviar o corpo para o IML é o padrão.

 

Mais Lidas