Em Manaus, cerca de 100 mulheres reproduzem hino feminista chileno: “o estuprador és tu” - Amazonas News
Connect with us

Manaus, AM,

AMAZONAS

Em Manaus, cerca de 100 mulheres reproduzem hino feminista chileno: “o estuprador és tu”

Publicado

em

MANAUS – A performance protagonizada por mulheres chilenas em protesto contra o abuso e o feminicídio e que está viralizando pelo mundo todo inspirou também cerca de 100 amazonenses, que se reuniram no sábado, 7, no Largo São Sebastião, em Manaus, para reproduzir a versão em português da canção “Um Estuprador em seu Caminho”.

“A culpa não era minha, nem onde estava, nem o que vestia, o estuprador és tu”, cantaram as amazonenses, de olhos vendados, um símbolo para a denúncia de abusos. A versão original foi criada pelo coletivo feminista Las Tesis, de Valparaíso.

O ato foi organizado por um conjunto de movimentos feministas do Amazonas. Segundo a coordenadora geral do núcleo da União Brasileira de Mulheres da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Letícia Carvalho, o evento foi organizado via aplicativo de mensagens WhatsApp e redes sociais.

“A intenção do ato foi se posicionar contra o projeto machista e desigual que pune, mata e encarcera mulheres em todo o mundo. Entendemos que a opressão também é de classe, visto que 70% das pessoas pobres no mundo são mulheres. Queríamos dizer para o mundo que no Amazonas também resistimos.” disse a coordenadora.

Confira o vídeo:

Criada pelo coletivo feminista Lastesis , de Valparaíso, para o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra as Mulheres, em 25 de novembro, vídeo e coreografia já foram reproduzidos por centenas de mulheres em cidades como Paris, Londres, Barcelona, Nova York, Cidade do México, Instambul, Madri, Berlim e Bogotá.

A ideia de usar vendas nos olhos é chamar a atenção para a dificuldade da sociedade e da Justiça frente a casos de violência contra mulheres. No Chile, o grupo Lastesis também chamou atenção para os mais de 230 manifestantes que, em outubro, foram atingidos nos olhos por balas de borracha lançadas pela polícia durante protestos contra desigualdade social.

Mais Lidas