Calor pode reduzir risco de epidemia do coronavírus em Manaus - Amazonas News
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SAÚDE

Calor pode reduzir risco de epidemia do coronavírus em Manaus

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Apesar de 132 casos suspeitos em sete estados brasileiros até esta quinta-feira (27), as temperaturas altas do verão talvez dificultem a chegada e o avanço no Amazonas da nova variedade de coronavírus que emergiu em dezembro —no auge do inverno do hemisfério Norte, onde o clima frio favorece sua sobrevivência e transmissão -, infectou quase 79 mil pessoas e causou cerca de 2.744 mortes na China até o fim deste mês. Por outro lado, o intenso comércio com o país asiático, hoje o principal importador de produtos brasileiros, poderia facilitar a circulação de pessoas e da nova variedade de coronavírus, chamada provisoriamente de 2019-nCoV.

No dia 30 de janeiro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou o surto do coronavírus como uma emergência de saúde pública global, o que implica uma ação coordenada entre os países. O novo vírus já foi detectado em 23 países.

Além do primeiro caso confirmado, há ainda no Brasil, outros 20 suspeitos no país, assim distribuídos: Paraíba (1), Pernambuco (1), Espírito Santo (1), Minas Gerais (2), Rio de Janeiro (2) e Santa Catarina (2) e São Paulo (11). Outros cinquenta e nove pacientes suspeitos já receberam o resultado negativo para o coronavírus. 

“O vírus da Sars [síndrome respiratória aguda grave] era mais letal que essa nova variedade”, comenta o virologista Edison Luiz Durigon, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP). Em 2002 e 2003, a Sars, causada por outra variedade de coronavírus, que começou também na China em 2002 e, até o ano seguinte, apresentou uma letalidade (mortes por casos confirmados) de 10% – infectou cerca de 8 mil pessoas e matou aproximadamente 800. A síndrome respiratória do Oriente Médio (Mers) surgiu em 2014, causada também por um coronavírus, infectou 2494 pessoas e até este ano causou 858 mortes, com uma letalidade de 34%, enquanto a da variedade atual foi estimada em 2,1%.

Perfil do novo coronavírus chinês

Provável origem: morcegos
Transmissão entre pessoas: por gotículas de secreções respiratórias
Primeiros sintomas: febre, tosse e dificuldade para respirar
Tratamento específico: inexistente
Letalidade: 2,1%
Infectividade: uma pessoa poderia transmitir o vírus para outras duas, em média

“Pode ser que essa nova variedade não chegue ao Brasil, como o da Sars não chegou, porque seu avanço foi possivelmente bloqueado pelas temperaturas altas das regiões tropicais”, diz Durigon. A China tenta bloquear a circulação do vírus limitando a saída de pessoas das regiões com maior número de casos.

Precauções necessárias

Recomendações da Organização Mundial da Saúde para evitar o contágio:

  • Lave frequentemente as mãos com água e sabão ou com álcool em gel
  • Cubra a boca e o nariz com o braço flexionado ao espirrar ou tossir
  • Evite contato próximo com qualquer pessoa que tenha febre ou tosse
  • Procure ajuda médica se tiver febre, tosse e dificuldade para respirar e compartilhe seu histórico de viagem com profissionais da saúde
  • Evite contato direto e desprotegido com animais vivos ao visitar mercados nas áreas afetadas pelo vírus
  • Evite comer produtos de origem animal, crus ou malcozidos e tenha cuidado ao manusear carne crua, leite ou órgãos de animais, que podem conter vírus

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