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Wilson defende suspensão de dívida de R$ 450 milhões do Amazonas com a União

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Amazonas – O governador Wilson Lima participou, nesta segunda-feira (27/04), por meio de videoconferência, da sessão convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para discutir os termos da suspensão de parcelas das dívidas dos Estados com a União durante a pandemia de Covid-19. Na ocasião, o governador defendeu que a suspensão também se aplique às dívidas com o BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, totalizando cerca de R$ 450 milhões em recursos que poderão ser aplicados na saúde.

Por meio de decisões liminares, o ministro Alexandre de Moraes tem autorizado que os Estados deixem de pagar suas dívidas com a União por um período de seis meses, desde que a verba seja usada exclusivamente no combate ao novo coronavírus. O ministro já decidiu a favor de 18 unidades da federação, incluindo o Amazonas.

Durante a sessão, Wilson Lima relatou a situação do Amazonas e as dificuldades enfrentadas na rede de saúde, que está trabalhando no seu limite, bem como os impactos da pandemia nas finanças estaduais.

Por outro lado, tem a questão das atividades econômicas que estão seriamente comprometidas, como tem acontecido em todos os estados. Agora, no mês de maio, nós vamos ter a nossa maior queda de arrecadação. Em maio, junho e julho, eu devo ter uma queda de até 40%, levando em consideração que o ICMS responde por aproximadamente 80% da minha receita, então eu terei uma dificuldade muito grande para manter serviços essenciais”, destacou o governador.

Ele reconheceu a contribuição do STF na questão dívidas com a União e sugeriu que a suspensão também se aplique aos débitos dos Estados com os bancos públicos e organismos multilaterais em que a União é avalista. “Isso vai ser fundamental para que a gente possa manter um equilíbrio das nossas contas”, disse Wilson Lima.

Na ocasião, o ministro Alexandre de Moraes se mostrou sensível ao caso do Amazonas. “Todos os estados estão sofrendo muito pela questão do Covid, mas é inegável dizer, acompanhando pela imprensa, a situação do estado do Amazonas. Desejo do coração, governador, que essa situação possa se reverter”, afirmou.

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