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Arthur chora mas renova contratos para obra e expõe trabalhadores a risco de contaminação

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Parece que o discurso de preocupação do prefeito de Manaus Arthur Neto (PSDB) com as pessoas, fica apenas no discurso e ponto, mesmo que isso signifique passar por cima de seus próprios decretos na situação de calamidade pública que se encontra a capital por conta da epidemia do novo coronavírus.

“Fico emocionado. É vida. Eu tenho 42 anos de vida pública e cada drama individual que enfrentei na minha vida foi do melhor jeito que pude fazer. Agora é um drama coletivo.” disse o prefeito em entrevista ao jornalista Roberto Cabrini, do SBT.

No dia 13 de março, em meio à pandemia, o mandatário renovou os contratos de número 64 e 65/2016 com a empresa M.I. Caldeira Madureira EPP, no valor de R$ 1.510.636,40 (Um milhão, quinhentos e dez mil, seiscentos e trinta e seis reais e quarenta centavos) e R$ 1.065.308,94 (Um milhão, sessenta e cinco mil, trezentos e oito reais e noventa e quatro centavos), respectivamente, conforme dados do Diário Oficial do Município (DOM).

Os valores são para aluguel de máquinas para as obras de recuperação ambiental, requalificação social e urbanística do igarapé do Mindu.

Veja os extratos no DOM:

A equipe de reportagem do Laranjeiras News esteve na manhã de quarta-feira (22), na obra e constatou mais uns agravantes; os trabalhadores em sua maioria não usavam máscaras e muitos aparentavam ser da idade da zona de risco.

Um desses trabalhadores falou com a equipe e informou que a obra não parou pois tinham um cronograma e eles deveriam segui-lo. Outro agravante, seria o fato de que a empresa Construtora Soma Ltda, estar, segundo o DOM, suspensa das obras, mas hoje era possível ver profissionais da empresa presentes no local.

No dia 14 de abril o prefeito Arthur Neto, por meio de decreto 4.806, recomendou o uso de máscaras para quem estivesse nas ruas da cidade.

Veja as fotos da obra:

Politicagem

Enquanto o prefeito chora pedindo ajuda, reforça sua política do horror, mostrando ao mundo os enterros em vala comum, para arrecadar verba internacional. Suas manobras administrativas em nada mudam e em nada influenciam para tomar medidas pelo bem estar social.

Arthur joga pra plateia, que precisa de um herói em meio a crise, e ele como tantos, precisa afagar o próprio ego, enquanto afaga o próprio bolso.

Veja o vídeo da obra, onde trabalhadores do grupo de risco não usam máscaras.

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