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Desenhista amazonense participa de projeto da Marvel, nos EUA

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Manaus – Nascido em Manaus, no Amazonas, o cartunista Paulo Teles, de 35 anos, pode afirmar que alcançou o topo de sua carreira profissional. Conhecido como Yonami, o artista foi anunciado oficialmente como um dos desenhistas da Marvel, editora norte-americana detentora do direito de imagens de personagens históricos como Homem-Aranha, Capitão América e Homem de Ferro.

Apesar da notícia ter sido divulgada apenas no início deste mês, a história do amazonense com a empresa americana já tem alguns anos, todavia, não poderia ser revelada devido o lançamento oficial dos produtos que ele ajudou a produzir.

“Normalmente sempre estou em contato com as empresas que prestam serviços para a Marvel. Já venho trabalhando com eles há um tempo, porém, eles só autorizaram que a divulgação fosse agora. No ano passado. Fiz algumas ilustrações para o jogo de tabuleiro dos X-Men. Estou novamente participando de um projeto da empresa, porém, não posso revelar detalhes”, informou Teles, que trabalhou em parceria com o ilustrador Emanuel Braga.

Apaixonado desde criança do mundo dos Heróis e das histórias em quadrinhos (HQ), o cartunista afirma que, apesar de ter realizado um sonho ao ser contratado pela Marvel, ele ainda não chegou no seu auge. Para Paulo Teles, sua missão é ser conhecido pela criação de um personagem que alcance o mesmo sucesso que os consagrados Batman e Capitão América.

“Às vezes, chegamos em um nível muito alto e achamos que esse é o nosso máximo. Porém, acredito que o próximo passo é você investir no seu independente. É o sonho de todo artista que desenha quadrinhos trabalhar para uma empresa como a Marvel, mas o auge do artista é emplacar um trabalho autoral que acaba sendo abraçado pelo público. Criar um personagem que seja reconhecido como um Homem-Aranha”, citou Teles, que tem como um de seus maiores exemplos o cartunista brasileiro, reconhecido mundialmente, Mike Deodato.

De olho no novo mercado

Com o avanço das tecnologias e mídias sociais, o mercado online ganhou força e continua crescendo diariamente. Questionado sobre o futuro das histórias em quadrinhos, Paulo Teles se mostrou confiante com o desenvolvimento de novas plataformas que ajudarão na perpetuação da arte.

“Conseguimos ver bastante trabalhos em livrarias, mas com a pandemia, a mídia física acabou deixada um pouco de lado. Claro que quem é colecionador gosta de ter o seu livro na estante, até porque, a HQ não é só para leitura, mas é um souvenir, fica bonito na prateleira. Não acho que o digital vai substituir o físico, mas tem uma tendência grande de crescimento. Os dois são mercados bons e necessários”, disse.

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