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Manaus, AM,

SAÚDE

Amazonas distribui mais de 113 mil bolsas para pacientes ostomizados

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O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Susam), distribuiu, de 2019 até o primeiro semestre deste ano, mais de 113 mil bolsas para pacientes ostomizados no Centro Especializado de Reabilitação III (CER III) da Policlínica Codajás.

De acordo com a coordenadora do CER III, a fisioterapeuta Adriana Azevedo, somente neste ano foram entregues quase 39 mil bolsas para os 1.331 pacientes cadastrados, que residem tanto em Manaus, quanto nos municípios do interior do estado.

“Dentre esses módulos que atendemos (auditivo, visual e físico), temos no físico o módulo ortopédico e os cuidados com as pessoas com estomia. Nós oferecemos o serviço de psicologia, enfermagem para os cuidados com o estoma, proctologista, e (os pacientes) também têm acesso ao serviço social, ao ortopedista, urologista e outros serviços que estão à disposição da pessoa com estomia”, explicou.

Entre os pacientes cadastrados está Herbert Crispim, que usa bolsa há 12 anos. Ele conta que realizou várias cirurgias até conseguir se adaptar às sequelas do câncer no intestino grosso e a retirada da bexiga. “A fase mais difícil, em que é difícil não segurar a emoção, foi sobreviver sem intestino grosso, pesando metade do normal, mais de 30 evacuações por dia, além das idas, que não foram poucas, para o hospital, muitas delas para a UTI. E sem andar”, relatou.

Herbert lembra que conheceu o Programa de Atenção Integral ao Deficiente (Paid) da Susam e passou a receber as bolsas. “Nunca pensei que existisse um programa como esse. De excelência. Profissionais de todas as especialidades e distribuição de instrumentos, no meu caso as bolsas, para suprir nossas necessidades. E estou até hoje”, disse.

O usuário do serviço do CER III destaca, ainda, que os profissionais de saúde que o atendem tornaram-se amigos e que planeja escrever um livro contando sua história de vida.

A dona de casa Valdirene Silva recebe as 15 bolsas mensais para o marido, que é ostomizado há 12 anos. “Ele passou três dias internado na UTI do Hospital João Lúcio depois que a apêndice dele estourou. Desde então ele ficou dependente da bolsa. Eu não tenho queixa, sempre que venho aqui (Policlínica Codajás) e sou bem atendida”, comentou.

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