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AMAZONAS

Arthur pediu ‘lockdown’ para desviar atenção de um ano do ‘Caso Flávio’

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MANAUS – Há um ano, o engenheiro Flávio Rodrigues era assassinado após uma festa realizada num condomínio de luxo na zona Sul de Manaus. Apenas dois dos cinco réus acusados pela Justiça estão presos.

Numa tentativa de desviar a atenção do aniversário da morte do engenheiro, que teve como participação o enteado Alejandro Valeiko, o prefeito de Manaus Arthur Neto voltou a falar em ‘lockdown’ para a capital amazonense como medida para conter uma possível segunda onda da Covid-19.

A verdade é que a Prefeitura de Manaus pouco fez para evitar aglomerações na capital. Reabriu a praia da Ponta Negra, enquanto Arthur curtia o feriado da Independência em Porto de Galinhas, onde foi visto por um leitor do portal.

Sem conseguir fiscalizar a Lei Municipal 2.643, que estabelece o uso obrigatório de máscaras e que aplica multas no valor de R$ 108,95 aos que forem flagrados circulando em máscara, o prefeito propõe uma medida drástica. Desde 30 de julho a lei está em vigor e, dois meses depois, não se sabe quantas pessoas foram multadas e nem quantos agentes municipais estão trabalhando para fazer cumprir a legislação municipal.

Agora, Virgílio termina seu último mandato com a imagem arranhada, sem força política, apoiando um candidato à Prefeitura que se quer cresce nas pesquisas eleitorais.

 

Relembre o caso:

O homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos ocorreu no dia 29 de setembro de 2019, após uma festa na casa de Alejandro Molina Valeiko, filho da primeira dama, Elizabeth Valeiko.

Na época, José Edvandro Júnior registrou boletim de ocorrência dizendo que durante a madrugada, um homem invadiu a festa, realizada no condomínio, agrediu duas pessoas, esfaqueou Magno e teria sequestrado Flávio.

O corpo da vítima foi encontrado somente no dia seguinte no bairro Tarumã, na Zona Oeste de Manaus. A descoberta do corpo em um terreno baldio no bairro Tarumã, relativamente próximo ao condomínio, pôs fim às buscas por um desaparecimento e abriu o inquérito de um assassinato.

A versão de invasão do condomínio foi descartada pela polícia por conta de depoimentos contraditórios. Uma perícia realizada na casa e imagens do circuito de câmeras do local ajudaram a derrubar a versão.. Dias depois, a prisão dos suspeitos foi decretada.

Das sete pessoas envolvidas, apenas cinco foram consideradas rés pela Justiça:

Alejandro Valeiko, de 29 anos; que vai responder por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, omissão penalmente relevante e ocultação de cadáver;

Elizeu da Paz de Souza, 37, policial militar que estava lotado na Casa Militar da Prefeitura de Manaus e, conforme investigações, seria segurança de Alejandro; responde por homicídio triplamente qualificado, fraude processual, tentativa de homicídio e ocultação de cadáver;

Mayc Vinicius Teixeira Parede, 37 – que confessou o crime e responde por homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e ocultação de cadáver;

Paola Valeiko Molina deve responder por fraude processual.

José Edvandro Martins de Souza Junior, 31; que responde por denúncia caluniosa;

Elielton Magno de Menezes Gomes Junior, 22; que depois passou a ser vítima, pois foi ferido com um golpe de faca.

Vitorio Del Gatto, cozinheiro de Alejandro e que morava na residência. Em novembro, ele teve liberdade concedida por problemas de saúde;

Com informações do G1*

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