Foto: Carl de Souza/AFP

MANAUS – O mundo voltou os olhos para a Amazônia de forma negativa nos últimos meses. A cada dia, novos fatos surgiam à medida que as queimadas avançavam. Falar da Amazônia abrange diversos debates, levantando questões como exploração, desmatamento, preservação, ONGs, e por aí vai.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Amazonas conseguiu reduzir o número de focos de calor no mês de setembro de 2019, com relação ao mesmo período de 2018. O Estado registrou 3.026 focos de calor até o dia 30 de setembro contra 4.928 identificados no mesmo período em 2018. Esses dados são monitorados pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema).

Já no mês de outubro, o Amazonas ocupou o 3º lugar no ranking dos Estados com maior número de focos de queimadas, com 11.838 focos, ficando atrás dos Estados de Tocantins, com 12.871 focos, e Pará, com 19.909. No cenário nacional, o Estado ocupa o quinto lugar.

Em nota, a assessoria da Sema informou que o “Amazonas vem registrando redução no número de focos de calor desde a deflagração da Operação Curuquetê, coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) em parceria com órgãos municipais, estaduais e federais. No mês de outubro de 2019, entre os dias 1º a 28, o Amazonas registrou 480 focos de calor, representando redução de 70% no número de focos em relação ao mesmo período em 2018, quando o estado teve 1.612 focos. É importante ressaltar ainda que, no acumulado de 2019, o estado do Amazonas é o 4º com mais focos, e não 3º como destaca a reportagem.”

“O Governo segue realizando ações de combate ao desmatamento ilegal e queimadas, por meio da Operação Curuquetê, com reforço principalmente na Região Metropolitana de Manaus.”

Ainda no mês de outubro, o Amazonas entrou em situação de emergência. Segundo o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, afirmou que a maior parte dos focos de queimadas no Amazonas em 2019 foi causada por pessoas de outros estados.

Segundo o órgão, o Sul do Amazonas é a área mais afetada com as queimadas e o desmatamento ilegal. Os municípios mais afetados são: Apuí, Boca do Acre, Canutama, Humaitá, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã.

Presidente polêmico

O presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro (PSL-RJ), foi alvo de críticas de autoridades nacionais e internacionais por suas declarações polêmicas, ao afirmar que as ONGs estariam por trás das queimadas realizadas na Amazônia. O governo de Bolsonaro vem enfrentando uma crise internacional sobre a preservação da floresta.

A relação do presidente com líderes internacionais não é das melhores. Em agosto, o presidente da França Emmanuel Macron convocou os países do G7 – grupo que reúne as sete maiores economias do mundo – no Twitter para discutir sobre as queimadas na Amazônia. Bolsonaro respondeu a publicação afirmando que Macron usava tom sensacionalista e até imagem falsa.

Novamente, o presidente do Brasil virou notícia internacional ao responder o comentário de um seguidor que comparou a idade das primeiras-damas dos respectivos países. A imagem deu a entender que Macron estaria perseguindo Bolsonaro pela diferença de idade entre Brigitte Macron (França), 20 anos mais velha que Macron, e Michelle Bolsonaro.

Macron lamentou a atitude do presidente e afirmou que Bolsonaro foi “extremamente desrespeitoso”.

No final do mês de outubro, o presidente disse ainda que ‘potencializou’ as queimadas na Amazônia por discordar da política ambiental de governos anteriores.

O que o Governo fez?

O Governo do Amazonas em parceria com o governo federal, criou as operações Curuquetê e Verde Brasil. As ações tiveram apoio de 800 agentes do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Defesa Civil do Amazonas, Polícia Federal e Exército Brasileiro.

O município de Humaitá, um dos mais atingidos por conta das queimadas e desmatamento, serviu como base da operação. Apuí também serviu como apoio das tropas de combate dos órgãos da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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