MANAUS – Nesta terça-feira (21), o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto (PSDB), foi denunciado por supostamente ter comprado com dinheiro público a marchinha da Banda da Bica de 2020, para evitar que críticas e ironias sobre sua gestão, e o homicídio do engenheiro Flávio Rodrigues, envolvendo o filho da primeira-dama Elisabeth Valeiko, o réu Alejandro Valeiko, sejam usadas em músicas para o tradicional bloco da capital. As informações da denúncia foram noticiadas no “Portal do Zacarias”.

Segundo o site, a marcha oficial é chapa branca e fere toda a história carnavalesca de mais de 30 anos da Banda da Bica, que sempre criticou com ironia e alegria os acontecimentos sociais e políticos de Manaus, do Estado Amazonas e do Brasil.

A publicação lembra ainda que o próprio prefeito Arthur Neto já foi homenageado pela banda, quando derrotou Gilberto Mestrinho em uma eleição para a Prefeitura de Manaus no século passado.

Em um trecho da matéria, o fundador da Banda da Bica, o saudoso português Armando Soeiro, é lembrado com uma certa irônia:

“Deve estar morrendo de raiva pela comercialização de um símbolo da crítica e alegria carnavalesca que ocorre há mais de 30 anos no sábado magro, na Praça de São Sebastião, no centro da capital amazonense”, destaca a publicação.

A notícia afirma ainda que existe um blogueiro pago pela Prefeitura de Manaus, para evitar a revolta dos autênticos integrantes da Banda da Bica, que prometem reagir e gravar outra marcha como forma de protesto.

Fonte: Portal da Capital AM

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