A desembargadora Joana dos Santos Meirelles, plantonista do Tribunal de Justiça, acatou o pedido da defesa de Alejandro Valeiko e converteu o pedido de prisão preventiva em prisão domiciliar. A magistrada defende na decisão, que ao decretar a prisão domiciliar, levou em consideração o estado de saúde de Alejandro e que também pesou a questão humanitária, já que de acordo com laudos apresentados pela sua equipe jurídica, ele não tem consciência do que se passa e nem do crime que vitimou Flávio Rodrigues.

A desembargadora entendeu ainda, que devido a repercussão do caso, a prisão de Alejandro no aeroporto Eduardo Gomes poderia acarretar um novo surto colocando em risco não só a sua vida como a dos demais presentes no terminal.

No documento, a desembargadora pede ainda Alejandro seja recolhido no Condomínio Residencial Passaredo, no bairro Ponta Negra, local onde o engenheiro esteve em uma festa antes de ser encontrado morto na última segunda-feira (30).

A decisão deixa claro ainda que Alejandro deve se apresentar voluntariamente dentro de 24 horas na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), para cooperar com as investigações e depois deverá ser levado até sua residência. O pedido de prisão temporário expedido pela juíza Ana Paula de Medeiros segue suspenso até que Alejandro seja submetido a uma perícia para que seja comprovado seus problemas psicológicos.

Caso Alejandro não compareça no prazo estipulado pela desembargadora, a ordem de prisão domiciliar será revogada e ele voltará a ser considerado foragido da justiça.

HC pede liberdade para tratamento

No Habeas Corpus, Marco Aurélio Choy e Yuri Dantas afirmam que Alejandro tem necessidade de internação psiquiátrica e atualmente está em tratamento em uma clínica especializada na capital fluminense sob responsabilidade do médico Olavo de Campos Pinto Júnior e segue com acompanhamento exclusivo 24h por dia.

O pedido destaca ainda que Alejandro apresenta de forma recorrente surtos psicóticos com paranoia, impulsividade e oscilações de humor e que sua ida a cadeia em nada contribuiria para o andamento do processo criminal que investiga a morte do engenheiro Flávio Rodrigues.

Fonte: Portal A Crítica

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