Foto: Roberto Carlos/Secom
O vice-governador do Amazonas, Bosco Saraiva, pediu apoio do Alto Comissariado das Nações Unidas aos Refugiados (ACNUR) para o atendimento de imigrantes indígenas venezuelanos, em Manaus. Neste domingo (05), a missão internacional do ACNUR esteve na capital para conhecer o Serviço de Acolhimento Institucional de Adultos e Famílias, mantido pelo governo amazonense e que abriga, atualmente, 111 imigrantes indígenas Warao.
 
O ACNUR está em missão internacional para acompanhar a situação dos imigrantes venezuelanos. O Brasil é o terceiro país a receber a visita da comitiva, liderada pelo Alto Comissário de Operações da ACNUR no mundo, George Okoth Obbo, e com a presença da representante da agência no Brasil, Isabel Márquez, e Renata Rubini, representante da ACNUR nas Américas.
 
“Um dos maiores desafios é a questão do abrigo e estou muito feliz de uma resposta como essa no Amazonas. Estou muito impressionado”, disse Okoth Obbo, afirmando que o país deve seguir mantendo as fronteiras abertas e apoiar os refugiados com a documentação necessária ao acesso de serviços básicos, como saúde.
 
Serviço de acolhimento – Ao lado de Bosco Saraiva e do chefe da Casa Civil, Sidney Leite, a presidente de honra do Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), Mônica Mendes, e a secretária de Assistência Social do Estado, Auxiliadora Abrantes, apresentaram o serviço de acolhimento à comitiva da ACNUR. Com atendimentos na área social e de saúde, o local é a porta de entrada para os indígenas que chegam à capital do Amazonas. Na rodoviária, um posto é mantido pela Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) para direcionar quem chega ao abrigo.
 
O serviço custeado  pelo Governo do  Amazonas funciona no bairro  Coroado, zona leste de Manaus. Além de alimentação e lugar para dormir, os indígenas também são incentivados a gerar renda com artesanato.
 
“Esse abrigo é um exemplo de como se pode ser solidário. Nós não permitimos que eles fiquem em baixo do farol, expondo as crianças. Eles estão devidamente abrigados e recebendo suporte nesse momento de extrema dificuldade”, destacou o vice-governador, enfatizando a expectativa do governo estadual em contar com o apoio da agência da ONU para dar andamento ao projeto, hoje custeado pela Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas).
 
Exemplo para outros países – Okoth Obbo afirmou que o esforço conjunto de resposta brasileiro, que ele conheceu em Manaus, poderia ser adotado em outros países. “Nós vamos fazer todos os esforços para conseguir apoiar de todas as maneiras possíveis. A própria presença do ACNUR é um tipo de apoio. Temos trabalhado para apoiar a resposta como um todo”, disse.
 
A missão do ACNUR esteve em Trinidad e Tobago, Colômbia e na Venezuela. Nesta segunda-feira (06/11), eles seguem para Boa Vista (RR). Na quarta-feira, 8, e quinta-feira, 9, cumprirão uma série de agendas de reuniões em Brasília (DF) para tratar da imigração venezuelana com o governo federal.
 
O diretor do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), Rony Siqueira, e representantes da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc) também integraram o grupo do Governo do Amazonas que recebeu o ACNUR.

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