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Governo do Amazonas trabalha para acelerar vacinação contra a Covid-19 em comunidades tradicionais ribeirinhas

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O Governo do Amazonas trabalha para avançar em uma das fases mais complexas de vacinação contra a Covid-19 no estado, a que envolve povos e comunidades tradicionais ribeirinhas, muitas delas vivendo em localidades remotas e de difícil acesso. Entre os obstáculos enfrentados pelas equipes municipais de vacinação estão, ainda, a cheia nas calhas dos rios Purus e Juruá e o acesso à internet, necessário para atualização dos sistemas de acompanhamento da imunização.

Entre as ações para apoiar as prefeituras do interior na vacinação contra a Covid-19, o governador Wilson Lima entregou, nesta terça-feira (06/04), motocicletas e embarcações tipo bote para 37 cidades. Os veículos, destinados ao combate à malária, também serão fundamentais, neste momento, para ampliar a imunização.

O Amazonas está na Fase 4 da campanha de vacinação contra a Covid-19, compreendendo povos e comunidades ribeirinhas. Esta etapa é considerada a mais demorada, em decorrência do tempo para execução da vacinação pelas equipes municipais de saúde, em áreas remotas e de difícil acesso. Em alguns locais, o percurso pode chegar até 20 dias.

De acordo com o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Cristiano Fernandes, cada município tem adotado uma estratégia diferenciada considerando o seu território. Ele afirma que o Governo continuará dando suporte no envio de vacinas. E diz que espera mais rapidez, com a utilização das novas embarcações, no processo de imunização em áreas ribeirinhas mais remotas.

“O investimento que o Estado tem feito é no sentido de dar apoio logístico para a entrega das vacinas nos municípios. A gente tem contado com o apoio da Casa Militar para transporte aéreo dessas doses de vacinas para os municípios, para dar mais agilidade e rapidez na vacinação dessa população. As embarcações de pequeno porte, botes, voadeiras, entregues hoje a 37 municípios, vão dar apoio logístico a esses municípios para ampliar a campanha de vacinação”, destacou Cristiano Fernandes.

Mais rapidez – O prefeito de Maués, Júnior Leite, afirma que metade da população do município habita na zona rural. Ele avalia que dificuldades logísticas exigem dos gestores a execução de ações diferenciadas para a imunização.

“Logística é um dos principais gargalos e desafios para quem faz gestão no Amazonas, como um todo. Essas lanchas rápidas e motos vão incrementar essa logística; e permitir que os quadros de saúde cheguem com mais agilidade e presteza às populações ribeirinhas, também incrementando essa estrutura das prefeituras. O Governo do Estado acerta muito com essa sensibilidade de ir ao encontro dessa necessidade do interior”, afirmou.

O secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo, explicou que os municípios receberam um quantitativo de 170 mil doses para atender comunidades ribeirinhas. Ele considera a chegada dos equipamentos fluviais algo essencial neste momento, principalmente no contexto de enchente e inacessibilidade.

“Esses equipamentos fazem com que o acesso às comunidades seja mais rápido, eficiente, e a gente consiga mais rapidamente dar uma cobertura adequada e atingir as metas da vacinação para essas comunidades mais distantes. Com a cheia e alagação de muitos municípios, esses equipamentos serão muito mais importantes ainda para esse alcance das metas da vacinação”, frisou o secretário.

Operação Enchente – O apoio do Governo do Estado na ampliação da vacinação no interior também está sendo realizado através da Operação Enchente, lançada no dia 3 de março de 2021, com o objetivo de socorrer, inicialmente, 19 municípios das calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira, afetados pela cheia e onde vivem aproximadamente 130 mil pessoas.

Com a operação, a Casa Militar do Estado tem apoiado os municípios dessas regiões com o envio de vacinas, por meio aéreo. A SES-AM e a FVS-AM também estão apoiando os municípios, com orientação sobre a prioridade na imunização de grupos prioritários e sobre os fluxos de pessoas nos abrigos, com o objetivo de evitar a disseminação do novo coronavírus nesses ambientes.

Dados sobre vacinação – Alguns municípios enfrentam, ainda, dificuldade de acesso à internet, o que contribui para um atraso na alimentação de dados no sistema da FVS-AM que monitora a execução das metas de vacinação. Em alguns casos, os municípios têm uma infraestrutura tecnológica que não suporta a capacidade operacional dos sistemas de informações oficiais, como o que deve ser atualizado com dados da imunização.

Outra limitação, segundo a FVS-AM, é a distribuição fracionada da vacina pelo Ministério da Saúde, o que tem levado alguns municípios a definir estratégias diferenciadas de vacinação. Em razão do alto custo logístico, operacional e financeiro, algumas das Coordenações Municipais de Imunização preferem aguardar receber a totalidade de vacinas para a primeira e segunda dose, para iniciar a imunização em localidades mais distantes.

Vacinas distribuídas – Balanço da FVS-AM aponta que o Amazonas já recebeu 1.178.220 doses de vacinas contra a Covid-19 em 11 remessas. Desse total, já foram distribuídas 1.007.825 doses aos municípios do estado até o dia 5 de abril. As demais doses estão armazenadas na central de rede de frio do Programa Estadual de Imunização, na FVS-AM, para serem entregues à medida das necessidades dos municípios.

Das 587.184 doses aplicadas, 445.184 (60,4%) pessoas receberam a primeira dose e 141.992 (19,4%) receberam a segunda dose.

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