MANAUS – O Governo do Amazonas já investiu mais no setor primário, nos seis primeiros meses de 2019, do que todo o recurso destinado para o setor durante o ano passado. A observação foi feita pelo governador, Wilson Lima, durante o lançamento do Plano Safra Amazonas 2019/2020. A cerimônia aconteceu nesta quarta-feira (17/07), no Centro de Convenções do Amazonas Vasco Vasques, zona centro-sul de Manaus. “No ano passado, nos 12 meses, o Governo aplicou R$ 90 milhões no setor primário. Só nesses primeiros seis meses, o atual Governo do Estado já aplicou mais de R$ 100 milhões no setor”, afirmou o governador.

“O investimento do Governo do Estado no setor é algo na ordem de R$ 250 milhões para 2019. Tudo isso para ajudar o pequeno produtor, dar assistência técnica, garantindo a linha de financiamento e também ajudando no processo de comercialização”, explicou Wilson Lima, que lembrou ainda que o Governo retomou, depois de cinco anos, o pagamento da subvenção econômica da juta e malva, o que significa R$ 5 milhões de investimentos. Além disso, está garantida a distribuição de 40 toneladas de sementes, ano que vem.   

Durante a cerimônia do Plano Safra Amazonas 2019/2020, Wilson Lima ainda assinou decretos na ordem de aproximadamente R$ 15 milhões para recuperação de ramais e vicinais, além de anunciar o lançamento da 41ª Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), evento que não era realizado há seis anos no Estado.

Neste ano, a Expoagro acontecerá de 3 a 6 de outubro, no espaço da Faculdade Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras, zona centro-sul de Manaus. Em 2020, o evento ganha espaço próprio, no km 2 da BR-174, onde será construído o novo Parque de Exposições Agropecuária, conforme também anunciado pelo governador.

Plano Safra – O Plano Safra destina cerca de R$ 350 milhões para atender produtores rurais, incluindo agricultores familiares, pescadores, extrativistas e indígenas do Amazonas. Os recursos contemplam ações de estímulo à atividade agropecuária, oferta de assistência técnica e crédito, e apoio à comercialização.

Do total de recursos, R$ 75 milhões serão destinados para ações da política agropecuária; R$ 94 milhões para assistência técnica e extensão rural; R$ 40 milhões para defesa agropecuária e florestal; R$ 40 milhões para crédito junto à Afeam; e R$ 100,5 milhões para apoio à comercialização.

Os projetos prioritários para aplicação dos recursos – conforme as cadeias produtivas – foram definidos com base em critérios de expressiva produção e produtividade; infraestrutura de beneficiamento existente; condições de mercado; geração de emprego e renda e qualidade de vida no meio rural.

As cadeias prioritárias são: de fruticultura (abacaxi, cupuaçu, banana, citros, açaí e guaraná); mandioca; café; juta e malva; avicultura; pecuária de leite e corte; piscicultura e pesca artesanal; milho; soja; feijão; castanha; óleos; borracha; piaçava; madeira em manejos simplificados; agroecologia e produtos orgânicos.

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