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Grupo francês arremata aeroporto de Manaus em leilão do governo federal

A proposta da francesa Vinci, que administra o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris, disputou o bloco Norte, que tem como principal ativo o aeroporto de Manaus (AM), por onde por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca.

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O governo federal arrecadou R$ 3,3 bilhões no primeiro da série de três leilões de concessões em infraestrutura que o Ministério da Infraestrutura batizou de InfraWeek. Foram leiloados três blocos de aeroportos, todos eles com disputa entre interessados.

A surpresa da disputa foi a proposta da francesa Vinci, que administra o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris e disputou o bloco Norte, que tem como principal ativo o aeroporto de Manaus (AM), por onde por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca.

O grupo francês, que já opera o aeroporto de Salvador (BA), ofereceu inicialmente R$ 420 milhões pelo bloco, contra R$ 50 milhões do consórcio Aerobrasil, grupo que administra o aeroporto de Belo Horizonte junto com os operadores Zurich Airport International (Suíça) e Munich Airport International (Alemanha).

O novo concessionário terá ainda de gerenciar e investir na melhoria dos aeroportos de Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga e Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O compromisso de investimento será de R$ 1,4 bilhão.

Para o grupo francês, a região amazônica representa uma sinergia com sua operação na Guiana Francesa, que tem voo direto para Paris.

Em português, o presidente da Vinci Airport, Nicolas Notebaert, disse que a entrada do grupo na região Norte está atrelada a uma estratégia de consolidar a atuação do grupo no Brasil e na América Latina, além de estimular “aeroportos verdes”, que respeitem políticas ambientais.

“Estamos quase dobrando a quantidade de equipamentos na região [com este leilão] e queremos criar aeroportos verdes para a região com nossa política de desenvolvimento sustentável”, disse Notebaert.

“Acreditamos no potencial desses aeroportos [do Norte] na recuperação pós pandemia pelo seu potencial de carga e logística para o escoamento dos produtos. Estamos confiantes na perspectiva de crescimento das indústrias de alto valor, de eletrônicos, e os aeroportos desempenham papel fundamental.”

Os contratos de concessão leiloados nesta quarta têm duração de 30 anos. O leilão é a sexta rodada de concessões aeroportuárias realizado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

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