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Manaus, AM,

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Hospital Delphina Aziz comemora mais de 4.500 altas médicas com mega corredor formado por profissionais de saúde

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Na fonia interna do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, um anúncio diferente mobiliza as equipes da unidade. É o “Código Ouro”, fluxo de informação que indica cada alta de Covid-19. Nesta quinta-feira (18/02), o aviso às equipes trazia um significado diferente para o código: o hospital referência da doença no Amazonas superou 4.500 altas de pacientes que venceram o vírus, formando um grande corredor de profissionais de saúde.

A passagem com cerca de 50 metros envolveu mais de 150 enfermeiros, médicos e trabalhadores que atuam na unidade hospitalar do Governo do Amazonas. Pelo corredor de profissionais, passaram oito pacientes que receberam alta médica hoje e estavam internados na enfermaria de campanha, montada para dar suporte à demanda do hospital.

“Hoje é um marco praticamente histórico, que poucos hospitais no Brasil estão tendo ou tiveram. Essas pessoas estão saindo para os seus lares, junto das suas famílias, saindo com orientações pós-Covid para que eles sigam as suas vidas. A equipe fica muito grata com isso”, afirmou o coordenador da enfermaria de campanha, Tiago Souza.

Unidade referência no tratamento da doença celebrou a marca histórica com passagem de 50 metros para saída de pacientes

Festa

A saída do grupo foi emocionante, embalada por um trio de médicos que se apresentaram cantando e tocando instrumentos musicais. Os pacientes passaram aplaudidos pelas equipes de saúde até a porta do hospital, onde encontraram seus familiares.

Uma das recuperadas foi a enfermeira Jomara Neves, 34. Coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) do município de Manacapuru, ela foi acometida pela doença enquanto atuava na linha de frente do combate à Covid-19. Agora curada, ela afirmou que estar do outro lado é diferente.

“A minha função como enfermeira era estar à frente da vacinação, com riscos também, mais exposta. Uma fase onde ocorreu minha contaminação. Graças a Deus, pela graça de Deus a gente está aqui viva. É um susto, a gente é ser humano, tem medo. Mesmo sendo profissional a gente acha que é de ferro, mas a gente não é”, explicou.

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