Após mais de um ano do desaparecimento do chefe do tráfico da Invasão Nova Vitória, bairro Grande Vitória, Alex Júlio Roque de Melo, de sua namorada Rita de Cássia Castro da Silva e de seu amigo Weverton Marinho Gonçalves, depois de uma abordagem policial, 5 (cinco) policiais militares continuam presos, sem ao menos terem sido ouvidos em juízo.

Até hoje, não há provas suficientes sobre o envolvimento dos militares nos desaparecimentos.

Na audiência realizada na segunda-feira, 26/02, na sala de audiência da 3ª Vara do Tribunal do Juri, apareceu um fato novo que poderá levar este caso a outros rumos.

Surgiu nessa audiência a hipótese de que a madrasta da desaparecida Rita de Cássia Castro da Silva, possa ter envolvimento com o crime. Na audiência, o pai da desaparecida, Francisco Farias da Silva, foi indagado pela advogada de defesa, sobre um Boletim de Ocorrência registrado no 13º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Cidade de Deus, Zona Norte de Manaus.

No Boletim de Ocorrência registrado pelo pai de Rita de Cássia, ele informou que sua ex-companheira, teria o ameaçado de morte, de acordo com Francisco, ela teria dito que seria da mesma forma que mandou executar o seu antigo marido. Acrescentou também que sua ex-companheira cobrou a quantia de R$ 6.000,00 mil reais para poder dizer aonde o corpo da desaparecida Rita de Cássia estava enterrado.

Quando a advogada de defesa dos policiais perguntou ao Francisco, se ele havia repassado essa informação ao Delegado da Delegacia Especializada em Homicídio e Sequestro (DEHS), o mesmo respondeu que não, pois não achou relevante tal afirmação.

Segue abaixo o teor do Boletim de Ocorrência:

 

Entenda um pouco sobre a desaparecida Rita de Cássia Castro da Silva

A desaparecida Rita de Cássia Castro da Silva, de 20 anos, filha de Lindalva de Souza Castro e Francisco Farias da Silva, era companheira do cabeça da organização criminosa, do Alex Júlio Roque Martins e morava com os irmãos Wilson Castro e Frank Relle, na residência localizada na Rua Onze de Agosto, casa 223, Invasão Nova Vitória.

De acordo com o depoimento de Lindalva, ela teve que viajar no mês de abril de 2016 à Fortaleza/CE, ficando na casa, Rita de Cássia, juntamente com seus irmãos Wilson Castro e Frank Relle:

O pai da desaparecida Rita de Cássia, contou mais detalhes sobre a desaparecida e seus irmão Wilson Castro e Frank Relle no dia em que foi ouvido na DEHS. O pai da desaparecida Rita de Cássia disse que Alex (o cabeça da organização criminosa) mantinha relacionamento com Rita e que ela morava com os dois irmãos (Wilson Castro e Frank Relle):

Disse ainda no seu termo de declaração, que Alex atuava no tráfico de drogas e que sua própria filha Rita de Cássia sabia de tudo e lhe havia dito que Alex tinha muito dinheiro e que tudo que Alex queria, ele conseguia:

O pai de Rita de Cássia disse que quando seus filhos foram presos, eles trabalhavam para o Alex, fazendo parte de uma facção, sendo que seu filho Wilson comandava uma área do tráfico e o Frank comandava outra, ambos trabalhavam para o Alex:

A mãe do desaparecido Alex Júlio, em seu depoimento, disse que seu filho era namorrado de Rita de Cássia, e que morava na casa de Rita de Cássia com seus irmãos Wilson e Frank, os quais haviam sido presos acusados de estupro:

Em 17 de janeiro de 2017, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), ofereceu denúncia contra Frank Relle Castro da Silva e Wilson Castro da Silva pela pratica do crime de tráfico de drogas e petrechos para o tráfico de drogas, bem como o delito de corrupção de menores, em trâmite na 2ª V.E.C.U.T.E. sob o processo de nº 0233352-18.2016.8.04.0001.

O fato que ensejou esta denuncia ocorreu no dia 08 de agosto de 2016, por volta de 9h, quando uma equipe de policiais civis, após denúncia anônima, adentrou na residência localizada na Rua Onze de Agosto, casa 223, invasão Nova Vitória.

Na residência estavam os dois irmãos de Rita de Cássia e mais uma menor de idade, lá foram encontrados 341 (trezentos e quarenta e uma) trouxinhas de substância entorpecente, aparentemente “cocaína”, 241 (duzentas e quarenta e uma) trouxinhas de entorpecente, aparentemente “oxi” e 3 (três) porções médias de entorpecentes, aparentemente, pasta base de “cocaína”, além de materiais para embalagem, configurando assim, um laboratório de entorpecentes, conforme consta na Denúncia:

 

 

 

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