Manaus – Proferida na quinta-feira, 04/01, pela juíza federal Jaíza Maria Pinto Fraxe, titular da 1.ª Vara Federal, a decisão que decretou a prisão preventiva da ex-primeira dama do Estado do Amazonas, Edilene Gomes Oliveira, e do ex-governador José Melo, que já estava preso temporariamente desde domingo, 31/12, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Amazonas, localizada no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste da capital. O  casal  foi levado no mesmo dia para os Centros de Detenção Provisória (CDPs), por volta de 15h.

Segundo o o Ministério Público Federal (MPF), Melo e a esposa são apontados como o chefes de uma organização criminosa que desviou mais de R$ 120 milhões da saúde pública do Estado. A ex-primeira-dama é suspeita de intimidar testemunhas e ocultar provas durante investigações de desvio de recursos públicos destinados à Saúde no estado.

Em 2016, a Operação Maus Caminhos revelou uma rede de propinas, vantagens em licitações e lavagem de dinheiro na área da saúde. O valor de R$ 950 milhões do Fundo da Saúde, R$ 250 milhões foram repassados às empresas do empresário e médico Mouhamad Mustafa, do Instituto Novos Caminhos, desse valor total, R$ 120 milhões teriam sido desviados. 

No dia 24 de dezembro do ano passado, durante a Operação Estado de Emergência, a polícia fez busca em uma empresa onde o casal guardava documentos e objetos.

      Na foto: Imagem de dentro do boxe onde o casal guardava objetos e                                                      documentos.

Imagens obtidas pelo setor de inteligencia da PF mostram que um dia antes dos agentes chegarem ao local, Edilene  foi a empresa e solicitou o arrombamento de dois boxes, funcionários disseram que ela estava abalada e chorosa, com a ajuda de  parentes ela levou duas caixas, aparentemente contendo ceras de depilação. 

                     Na imagem: Edilene e parentes foram a empresa e levaram duas caixas.

Durante a gestão dos serviços terceirizados de saúde do governo Melo, enquanto Mustafa praticava crimes contra o estado. Era apontado como testa-de-ferro da organização que roubou pelo menos R$ 120 milhões dos cofres do Amazonas, operava para satisfazer seus interesses pessoais dele e do casal.

                           Imagem ilustrativa da cela da PF onde Melo passou a virada do ano.
                               Imagem das celas onde o casal está preso.

Nos centros detenção provisória para onde Melo e Edilene foram levados, não é muito diferente. Eles vão ficar preso em celas individuais no setor de isolamento. 

            Na foto: Centros de Detenção Provisória (CDPs) onde o casal está preso.

O advogado disse que vai recorrer ao primeiro Tribunal Regional Federal em Brasília. Ele comentou que não há nada que ligue o ex-governador a esse tipo de conduta que está sendo investigado na Operação Maus Caminhos.

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