Metrópoles| Em entrevista a Roberto Cabrini, do programa Conexão Repórter, Pabllo Vittar abriu o coração para falar sobre a atual situação do Brasil em relação ao grupo LGBTQ. A drag queen também explicou como foi sua infância sem o próprio pai.

Com 23 anos, a cantora admite se preocupar com o andamento do país: “É muito homofóbico, preconceituoso, transfóbico, racista pra caramba. Vejo isso todos os dias”, lamenta.

Com o intuito de acabar com o preconceito, Pabllo afirma não se incomodar com os moralistas. “Para as outras [pessoas], a gente quer levar informação. Quer mostrar que a gente é capaz. Quer mostrar que nós, LGBTs e gays, temos caráter, trabalhamos, temos sim os mesmos direitos… E a gente pode fazer o que quiser”, desabafa a artista.

“Posso exercer qualquer função no mercado de trabalho porque sou capaz disso. A minha sexualidade, a minha condição sexual, não me incapacita, não me faz menos”, emenda Pabllo, que declara não se importar em ser chamado de “ele” ou “ela”. “Tanto faz, acho que a gente está na vida para ser múltiplo”, completa.

Uma das maiores artistas do Brasil atualmente, Pabllo revela ter passado maus bocados durante a infância por causa da ausência do pai. “Eu nem cheguei a conhecer meu pai. Essa força masculina que a gente encontra em figuras que geralmente vem dos pais, eu recebi muito dos meus tios, dos meus amigos, do meu avô, pai da minha mãe”, conclui ela. A entrevista de Pabllo ao Conexão Repórter vai ao ar na segunda-feira (27), no SBT.

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