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Manaus, AM,

Coronavírus

Pacientes em estado grave com Covid-19 são colocados em salas de almoxarifado na Samel

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A segunda onda de infecções ocasionadas pelo novo coronavírus tem deixado muitas unidades hospitalares com superlotação, tanto públicas quanto privadas.

Pacientes da Samel denunciaram o estado crítico em que a unidade se encontra, agravando ainda mais a saúde daqueles que estão internados com Covid-19.

Segundo a denúncia, feita por uma acompanhante que preferiu não se identificar, estagiários de Medicina estão recebendo a missão de entubar pacientes em estado gravíssimo nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), devido à alta demanda no atendimento. Profissionais que ainda não estão habilitados a assumir essa responsabilidade, acabam colocando em risco a vida dos infectados, já em situação crítica.

Ainda de acordo com a denúncia, salas de almoxarifado estão sendo esvaziadas para serem utilizadas de improviso como uma semi-UTI. Macas foram colocadas nas salas de depósitos de materiais de limpeza e até mesmo lixo, sem o equipamento adequado, como monitor ou desfibrilador, indispensáveis para os atendimentos de urgência. Alguns pacientes estão sendo medicados sem ao menos a realização de exames e acabam agonizando ainda nos corredores.

A unidade hospital tem evitado transferir estes pacientes para hospitais públicos, onde ainda restam poucos leitos, como uma forma de evitar processo judicial.

Em outubro, o presidente da Samel, Luis Alberto Nicolau, afirmou que Manaus não passaria por uma segunda onda de contaminação do novo coronavírus, após dados obtidos nos próprios hospitais da rede Samel.

No entanto, no último dia 29 de dezembro, a unidade voltou a registrar um grande números de internações e acabou contradizendo o próprio presidente da unidade hospitalar.. Luiz Alberto utilizou o Facebook para anunciar o aumento de casos em apenas uma semana.

No dia 22 de dezembro, haviam 43 pacientes internados. Na terça-feira (29), exatamente sete dias depois, o número de internados saltou para 74 internados, o equivalente a um aumento de 72%.

“Hoje podemos afirmar que realmente vivemos a segunda onda. Coisa que nós não tínhamos, em agosto, setembro, como muitos diziam. E hoje também, podemos dizer que a imunidade de rebanho não é verdade, ela não existe”, declarou ele.

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