MANAUS – Um vídeo divulgado nas redes sociais mostra uma mulher, não identificada, sendo agredida por um médico obstetra durante o trabalho de parto na Maternidade Balbina Mestrinho, localizada no bairro Praça 14, zona Sul da capital.

O vídeo mostra a paciente completamente nua e sem a bata específica para atendimento. O médico chega a bater com a duas mãos na virilha da paciente.

Uma outra mulher, possivelmente parente da grávida, pede para que a moça seja retirada do local e que o parto seja cesariano. Ela ainda ameaça denunciar o médico para imprensa. A grávida reclama de cãibra nas pernas.

Veja o vídeo:

Médico já havia sido preso em 2015
De acordo com a denúncia, o médico que aparece nas imagens seria o obstetra Armando Andrade Araújo, 70, preso em 2015 na “Operação Jaleco” da Polícia Civil, ação que prendeu médicos suspeitos de participação em um esquema de cobrança ilegal de cirurgias em unidades de saúde da rede pública do Amazonas. A época, os médicos cobravam entre R$ 1 mil e R$ 2,8 mil para fazerem cirurgias em hospitais públicos.

Segundo a denúncia, ele pedia dos familiares quantias altas para fazer as cirurgias de cesariana, além de abusar sexualmente das pacientes, passando a mão nas suas partes íntimas e com segundas intenções ao “examinar” as pacientes na sala de repouso.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que o vídeo é de 2018 e que tomou conhecimento hoje por meio das redes sociais. E que já tramita na secretaria um processo administrativo para apurar outra denúncia de negligência contra o médico.

Leia a nota:

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que o fato divulgado no vídeo que circula nas redes sociais e na imprensa é de 2018, ocorreu há nove meses na maternidade Balbina Mestrinho e que tomou conhecimento hoje por meio das redes sociais. Não há qualquer registro na maternidade ou na Ouvidoria à época de denúncia.

A Susam não está de acordo com o tipo de conduta praticada pelo médico. Por este motivo, o vice-governador e secretário de estado de Saúde, Carlos Almeida, irá solicitar à direção do Instituto de Ginecologia e Obstetrícia do Amazonas (Igoam), empresa ao qual o profissional é cooperado, o seu afastamento. E também reiterar pedido de providências ao Conselho Regional de Medicina (CRM).

Já tramita na secretaria um processo administrativo para apurar outra denúncia de negligência contra o médico.

Com informações do No Amazonas É Assim

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